Acessórios de fotografia: quando tripé, filtros e flash realmente fazem diferença

Você compra uma câmera e logo aparece uma segunda lista de compras.

  • Tripé.
  • Polarizador.
  • Filtro ND.
  • Flash.
  • Disparador remoto.
  • Parasol.

É fácil começar a montar a lista para alguns acessórios de fotografia antes mesmo de descobrir por que algum desses acessórios deveria entrar na fotografia.

Mas existe uma maneira mais útil de pensar.

Um acessório começa a fazer sentido quando resolve uma limitação que já apareceu na captura.

Se a câmera precisa permanecer imóvel durante vários segundos, o tripé ganha uma função.

Se um reflexo impede enxergar através do vidro ou da água, o polarizador pode alterar fisicamente a luz que chega à câmera.

Se há luz demais para usar a velocidade que você deseja, um filtro ND começa a resolver um problema.

Se a luz existente não permite iluminar a pessoa da maneira necessária, o flash cria uma nova possibilidade.

O acessório vem depois do problema, não antes.

Neste artigo

O que um acessório precisa resolver?

Antes de comprar, tente completar esta frase:

“Eu não consigo fazer a fotografia que quero porque ______.”

Algumas respostas podem ser:

  • a câmera se move durante uma exposição longa;
  • há luz demais para manter o tempo de exposição desejado;
  • um reflexo está escondendo aquilo que quero fotografar;
  • a iluminação da pessoa não funciona com a luz disponível;
  • luz lateral está provocando flare;
  • preciso disparar sem tocar na câmera.

Agora existe um problema concreto.

Só depois faz sentido procurar uma ferramenta.

O problema que apareceuAcessório que pode ajudar
A câmera precisa permanecer imóvelTripé
Tocar no disparador gera vibração ou você precisa controlar o instante à distânciaTemporizador ou disparador remoto
Reflexos em água ou vidro estão interferindoPolarizador circular
Há luz demais para a velocidade ou abertura desejadaFiltro ND
Céu e solo possuem diferença de exposição difícil de administrar numa única capturaND graduado, em situações específicas
Luz indesejada entra lateralmente na lenteParasol
A luz disponível não produz a iluminação necessáriaFlash

Essa tabela não é uma lista de compras.

É uma lista de problemas que talvez você nunca tenha.

Tripé não é obrigatório porque você começou a fotografar

Tripé aparece em quase toda lista de acessórios fotográficos.

Mas ele não melhora automaticamente a fotografia.

Sua função principal é muito concreta:

manter a câmera numa posição suficientemente estável durante a captura.

Isso começa a importar quando o tempo de exposição, a técnica ou a repetibilidade do enquadramento tornam o movimento da câmera um problema.

Exemplos comuns incluem:

  • longa exposição;
  • fotografia noturna;
  • rastros de luz;
  • água registrada durante vários segundos;
  • determinados panoramas;
  • sequências que exigem enquadramento constante.

A Nikon recomenda tripé em situações de longa exposição justamente para evitar que movimentos da câmera comprometam o registro.

Agora imagine o contrário.

Dia claro.

Velocidade suficientemente alta.

Você fotografa caminhando por uma cidade.

Talvez carregar dois quilos de tripé durante horas apenas deixe você mais lento.

O tripé é essencial para determinadas fotografias, não para todo fotógrafo o tempo inteiro.

O melhor tripé não é necessariamente o mais pesado

Quando a necessidade aparece, não basta procurar:

“tripé profissional”.

O primeiro critério é simples:

ele consegue manter seu conjunto estável nas condições em que você pretende usá-lo?

Considere:

  • peso da câmera e da lente;
  • estabilidade das pernas;
  • rigidez da cabeça;
  • altura de trabalho;
  • tamanho fechado;
  • peso para transporte.

Um tripé enorme pode ser estável e excelente no estúdio.

Pode ser péssimo para uma caminhada de dez quilômetros se você começar a deixá-lo em casa.

Um modelo muito leve pode ser agradável de carregar e insuficiente diante de câmera pesada, lente longa ou vento.

A melhor escolha está no compromisso:

estabilidade suficiente + equipamento que você realmente aceita transportar.

A cabeça do tripé importa mais do que parece

Você enquadra.

Solta a câmera.

E ela desce alguns milímetros.

O enquadramento mudou.

Se o problema que você precisava resolver era precisão e estabilidade, isso é frustrante.

Observe se a cabeça:

  • segura adequadamente o conjunto;
  • permite ajustes compatíveis com o seu tipo de fotografia;
  • trava sem deslocar excessivamente o enquadramento.

Uma cabeça de bola pode ser rápida para uso geral.

Outras soluções oferecem movimentos mais independentes ou especializados.

Não existe necessidade de escolher o sistema mais sofisticado.

Existe necessidade de que o mecanismo não se torne o novo problema depois que você resolveu comprar o tripé.

Altura não é apenas conforto

A altura também interfere na fotografia.

Um tripé baixo demais pode obrigar você a fotografar sempre de uma posição que não escolheu.

Um alto demais pode acrescentar peso e volume que nunca serão utilizados.

Também observe a coluna central.

Ela oferece ajuste rápido de altura, mas a câmera passa a ficar apoiada numa estrutura mais elevada e menos favorecida pela base ampla das pernas.

Portanto, não avalie apenas:

“chega à altura dos meus olhos?”

Pergunte:

“consigo colocar a câmera nas alturas em que realmente gosto de fotografar sem transformar o conjunto num trambolho?”

Antes de comprar disparador remoto, teste o temporizador

Durante uma longa exposição, apertar fisicamente o botão pode movimentar a câmera.

Um disparador remoto resolve isso.

Mas talvez sua câmera já ofereça uma solução suficiente.

Temporizador de 2 segundos.

Você pressiona.

Retira a mão.

A câmera espera.

Depois faz a exposição.

A Nikon recomenda inclusive o temporizador como uma maneira de evitar movimentar a câmera em situações como fotografia de fogos, além de citar cabos e controles remotos quando disponíveis.

Para uma fotografia estática ocasional, talvez isso seja tudo que você precisa.

Quando o controle remoto realmente acrescenta alguma coisa?

Ele começa a ganhar função quando você precisa:

  • controlar precisamente o momento da captura sem tocar na câmera;
  • trabalhar repetidamente à distância;
  • controlar exposições em Bulb;
  • acionar sistemas mais complexos;
  • fotografar sem permanecer atrás da câmera.

A Nikon cita controles remotos e cabos justamente para reduzir o risco de movimentação e para usos como longa exposição, intervalos e disparo à distância.

Portanto:

não compre o remoto apenas para não apertar um botão uma vez.

Veja primeiro se a câmera já resolve o problema.

Filtros são ferramentas de controle da luz

Aqui existe uma diferença importante em relação a muitos outros acessórios.

Um filtro colocado diante da lente pode modificar a luz antes de ela ser registrada.

Isso significa que determinados efeitos não são equivalentes a simplesmente aplicar uma aparência posteriormente.

Entre os filtros mais úteis para compreender estão:

  • polarizador circular;
  • densidade neutra, o ND;
  • densidade neutra variável;
  • densidade neutra graduada;
  • filtros de proteção.

Cada um resolve uma situação diferente.

Não existe motivo para comprar um kit contendo todos apenas porque estão baratos.

Polarizador: quando o reflexo é realmente o problema

Olhe para um lago.

A superfície reflete céu, árvores e luz.

Agora gire um polarizador circular diante da lente.

Dependendo da geometria da luz e da superfície, parte desse reflexo pode diminuir.

A Nikon destaca justamente a capacidade do polarizador de reduzir reflexos em superfícies como água e vidro, além de modificar a aparência de cores em determinadas cenas.

Isso pode permitir, por exemplo:

  • enxergar melhor através da superfície da água;
  • reduzir reflexo numa janela;
  • diminuir brilhos sobre folhagem;
  • alterar a aparência de determinadas regiões do céu.

É uma alteração que ocorre durante a captura.

O polarizador pode retirar justamente o que você queria fotografar

Agora pense na mesma água.

Existe uma montanha perfeitamente refletida nela.

Você gira o polarizador.

O reflexo diminui.

Tecnicamente, o acessório funcionou.

Fotograficamente, talvez tenha destruído a melhor parte da cena.

Essa distinção é essencial:

reflexo não é automaticamente defeito.

Pode ser:

  • distração;
  • informação;
  • composição;
  • assunto.

O polarizador não sabe qual deles está diante da câmera.

Você precisa decidir.

Polarizador também rouba luz

Existe outro custo.

O filtro não é transparente a toda a luz.

A Nikon observa que seus polarizadores podem reduzir a luz em aproximadamente 1,5 a 2 pontos, dependendo das condições.

Isso significa que a câmera terá de compensar de alguma maneira, por exemplo com:

  • velocidade mais baixa;
  • abertura maior;
  • ISO diferente.

Em fotografia estática isso talvez não importe.

Se você está tentando congelar movimento em pouca luz, pode importar muito.

Todo acessório que altera a captura também pode criar uma nova consequência.

O efeito do polarizador depende do ângulo

Você não rosqueia o filtro e recebe sempre o mesmo resultado.

O elemento frontal gira.

Enquanto gira, observe o que acontece na própria cena.

A Nikon também chama atenção para a relação entre direção da luz e intensidade do efeito no céu.

Por isso, o uso correto não é:

“coloque o CPL para paisagem”.

É:

“gire o CPL e veja se a mudança melhora aquilo que você está tentando mostrar”.

Talvez a melhor posição esteja no efeito máximo.

Talvez no meio.

Talvez seja sem filtro.

Filtro ND: quando seu problema é existir luz demais

Normalmente pensamos em fotografia como uma tentativa de conseguir luz suficiente.

O ND resolve o problema contrário.

Ele reduz a quantidade de luz que entra pela lente.

A Nikon descreve filtros ND justamente como uma maneira de reduzir luz e permitir, entre outros usos, velocidades mais longas em condições claras.

Imagine uma cachoeira durante o dia.

Você quer uma exposição longa para registrar movimento na água.

Já está com:

  • ISO baixo;
  • abertura dentro da faixa que deseja;
  • velocidade ainda rápida demais.

Se diminuir ainda mais a velocidade, a fotografia fica superexposta.

O ND começa a fazer sentido.

Ele não está ali porque “paisagem usa filtro”.

Está resolvendo uma restrição física:

há luz demais para a combinação que você precisa usar.

ND também pode servir quando você quer manter uma abertura específica

Imagine que você deseja trabalhar com abertura grande sob luz intensa.

Mesmo com ISO baixo e velocidade alta, talvez a exposição necessária não esteja disponível ou não seja adequada ao que está sendo produzido.

Um ND pode reduzir a luz sem exigir que você feche a abertura apenas para controlar a exposição.

O princípio é o mesmo.

Não importa se o objetivo é:

velocidade mais lenta

ou

abertura mais ampla.

A pergunta é:

preciso retirar luz sem abandonar outra decisão da fotografia?

Se sim, ND começa a ter função.

No vídeo, o ND ganha outra utilidade

Vídeo frequentemente é produzido preservando determinadas relações entre taxa de quadros e velocidade do obturador, além da abertura escolhida pela estética da cena.

Em ambiente muito claro, alterar todas essas decisões apenas para evitar superexposição pode mudar o resultado desejado.

Um ND permite controlar a quantidade de luz mantendo outras escolhas.

A Nikon inclui justamente vídeo e controle de exposição entre os usos práticos dos filtros ND.

Por isso ND variável se tornou especialmente comum entre quem alterna rapidamente condições de iluminação.

ND fixo ou variável?

Um ND fixo possui uma densidade determinada.

Se quiser outra redução de luz, você troca o filtro ou combina outra solução.

O ND variável permite girar o filtro e controlar a redução dentro de uma faixa.

Isso é extremamente prático.

A Tiffen, por exemplo, comercializa modelos variáveis com controle contínuo por rotação dentro de uma determinada faixa de redução.

A vantagem é evidente:

rapidez.

Mas a conveniência não elimina limitações.

ND variável não deve ser comprado apenas pelo maior número de stops

Filtros variáveis trabalham com polarização e podem apresentar problemas quando usados fora ou próximos dos extremos de determinadas faixas.

A própria Kenko, ao descrever um modelo projetado para minimizar esse comportamento, alerta para maior probabilidade de padrão em X e alteração de cor em densidades muito altas, além de observar que a faixa útil pode variar conforme a lente.

Isso produz um critério melhor que:

“este vai até ND1000, então é melhor”.

Observe:

  • faixa realmente utilizável;
  • uniformidade da imagem;
  • alteração de cor;
  • comportamento na focal que você usa;
  • limite físico de rotação.

Se o filtro começa a produzir artefatos antes da densidade anunciada que você queria usar, a especificação máxima deixa de ser vantagem.

ND graduado resolve outro problema

Um ND tradicional reduz a luz por toda a imagem.

O graduado possui uma região mais escura que transita para uma região mais clara.

Uma aplicação clássica ocorre quando céu e terreno apresentam níveis muito diferentes de luminosidade.

Você posiciona a parte mais escura sobre o céu para reduzir sua exposição relativa.

A Nikon descreve filtros ND graduados exatamente para equilibrar cenas em que uma região clara, como o céu, difere muito da região abaixo.

Mas novamente não é acessório obrigatório de paisagem.

Hoje existem outras possibilidades de captura e processamento para lidar com determinadas diferenças de exposição.

O graduado vale quando sua forma de fotografar realmente se beneficia de controlar essa diferença já durante a captura.

E o filtro UV?

Não trataria filtro UV como compra obrigatória para quem adquire uma lente.

Se a finalidade real é proteção, avalie-o como filtro de proteção.

Um vidro frontal pode ajudar a manter poeira, umidade e pequenos contatos longe do elemento frontal. A Nikon inclui filtros neutros/protetores justamente com essa finalidade.

Mas existe uma consequência simples:

você adicionou outra superfície óptica diante da lente.

Em cenas com luzes fortes, filtros adicionais também podem contribuir para reflexos internos ou ghosting. A própria Nikon recomenda testar sem o filtro quando esse tipo de problema aparece.

Portanto, a pergunta não é:

“toda lente deve ter filtro UV?”

É:

“o ambiente em que fotografo justifica essa proteção adicional?”

Em areia, respingos, poeira ou situações de exposição física maior, a resposta pode ser diferente daquela de uma lente usada quase sempre em condições controladas.

O número do filtro precisa combinar com a rosca da lente

Você possui uma lente 50 mm.

Isso não significa que precisa comprar filtro de 50 mm.

Os números representam coisas diferentes.

50 mm

Distância focal da lente.

Ø67 mm, por exemplo

Diâmetro da rosca onde o filtro é fixado.

Esse segundo número é o que importa para comprar um filtro rosqueável.

Uma lente pode ter focal de 50 mm e rosca de:

  • 49 mm;
  • 52 mm;
  • 58 mm;
  • 67 mm;
  • outro tamanho.

Confirme a especificação da lente.

Step-up rings podem evitar filtros duplicados

Imagine três lentes:

52 mm, 67 mm e 77 mm de rosca.

Comprar um bom CPL e um bom ND em cada tamanho pode ficar caro rapidamente.

Uma estratégia possível é comprar o filtro no maior diâmetro e usar step-up rings nas lentes menores.

A B&H recomenda justamente essa solução para reduzir a necessidade de filtros duplicados e observa que é preferível usar poucos anéis, reduzindo o risco de vinheta ou ghosting.

Por exemplo:

lente Ø52 → anel 52-77 → filtro Ø77.

Isso não significa que qualquer adaptação funciona sem consequência.

Filtros maiores podem dificultar o uso do parasol original, e combinações específicas precisam ser verificadas.

Mas o princípio pode economizar bastante quando você começa a trabalhar com filtros caros.

Evite o caminho inverso sem verificar a imagem

Usar um filtro menor diante de uma lente com rosca maior pode invadir o campo de visão e produzir vinheta.

É justamente por isso que step-down rings costumam ser mais problemáticos que step-up rings. A B&H alerta para esse risco ao colocar filtros menores em lentes de diâmetro maior.

Portanto:

planeje filtros pensando também nas lentes que pretende usar com eles.

Um bom filtro pode sobreviver a várias câmeras.

Parasol é simples, mas possui uma função física clara

O parasol ajuda a impedir que luz lateral indesejada atinja a frente da lente em determinados ângulos.

Isso pode reduzir:

  • flare;
  • ghosting;
  • perda de contraste causada por luz fora da composição.

A Nikon recomenda o uso do parasol justamente como maneira de reduzir luz parasita e reflexos internos em determinadas situações.

Ele também cria uma pequena barreira física ao redor do elemento frontal.

Se a lente já veio com parasol, existe pouca razão para deixá-lo permanentemente guardado na caixa.

O parasol precisa ser adequado à lente

Um parasol profundo demais numa grande-angular pode entrar no campo de visão.

Um inadequado pode gerar vinheta.

Por isso, o formato não é apenas decoração.

Ele precisa bloquear luz indesejada sem bloquear a imagem que a lente deve registrar.

Se houver modelo específico para a lente, essa compatibilidade é o primeiro caminho a verificar.

Flash faz mais que simplesmente “clarear” uma foto

Agora chegamos a um acessório que pode mudar completamente a iluminação da cena.

Imagine um retrato dentro de casa.

Existe luz suficiente para fazer a fotografia.

Mas ela vem apenas do teto.

Os olhos ficam escuros.

As sombras não favorecem o rosto.

Subir ISO não muda a direção da luz.

Abrir a lente também não.

Um flash acrescenta outra fonte luminosa.

Isso muda o problema.

Flash faz sentido quando a limitação não é apenas quantidade de luz, mas controle sobre a luz.

O flash externo não precisa apontar diretamente para o rosto

Um dos recursos mais importantes de vários flashes externos é a possibilidade de orientar sua cabeça.

Você pode direcionar a luz para um teto ou parede e utilizar essa superfície para refletir a iluminação de volta ao assunto.

A Canon descreve o bounce flash exatamente dessa forma: a luz é direcionada para uma parede ou teto antes de atingir o assunto, podendo suavizar sombras e produzir um resultado diferente do flash frontal.

Isso explica por que um flash articulado oferece muito mais possibilidades que simplesmente:

mais potência.

Ele permite trabalhar a direção da luz.

Rebater flash também possui limitações

Imagine um salão com teto muito alto.

Você aponta o flash para cima.

Grande parte da luz percorre uma distância enorme antes de voltar.

Talvez não haja potência suficiente.

Agora imagine uma parede verde.

A luz bate nela e retorna para o rosto.

Você pode receber uma dominante de cor.

A própria Canon alerta que superfícies muito distantes podem deixar o bounce insuficiente e que paredes ou tetos coloridos podem transferir cor à iluminação refletida.

Portanto:

“rebata no teto” não é uma configuração universal.

Observe:

  • distância;
  • cor da superfície;
  • direção;
  • potência disponível;
  • resultado no rosto.

Flash direto também não é automaticamente ruim

Existe outra regra fácil de transformar em dogma:

“Nunca use flash direto.”

Flash frontal pode produzir luz dura e sombras evidentes em determinadas condições.

Mas isso também pode ser uma escolha visual.

Pode funcionar em:

  • linguagem documental específica;
  • eventos;
  • estética deliberadamente crua;
  • preenchimento;
  • situações em que não existe superfície útil para rebater.

O problema não é a posição frontal por si só.

É usar uma luz sem observar o que ela fez com o assunto e com o fundo.

O primeiro flash deveria ser escolhido pela maneira como você pretende usá-lo

Antes de comprar, verifique pelo menos:

Compatibilidade

O flash conversa adequadamente com sua câmera e sapata?

Cabeça articulada

Você consegue orientar a luz quando pretende trabalhar com bounce?

Controle automático e manual

O sistema oferece a forma de controle que você precisa?

Potência e reciclagem

São suficientes para sua rotina?

Possibilidade de expansão

Você pretende usar o flash fora da câmera no futuro?

Os sistemas atuais podem incluir medição automática, compensação, controle sem fio e outros recursos. A Canon, por exemplo, mantém flashes com recursos de bounce e controle fora da câmera dentro do sistema Speedlite.

Mas não pague por um ecossistema inteiro se seu problema atual é apenas aprender a controlar uma única fonte.

Flash não substitui aprender a luz que já existe

Existe um erro no sentido contrário.

Você aprende que flash permite controlar iluminação e passa a usá-lo em tudo.

Mas talvez uma janela já esteja produzindo exatamente a direção e suavidade necessárias.

Talvez mudar a pessoa um metro resolva.

Talvez esperar alguns minutos mude completamente a cena.

O flash deve entrar quando:

criar ou modificar a luz melhora aquilo que você quer mostrar.

Não porque o ambiente é interno.

Nem porque está escuro.

Nem porque fotógrafo “sério” usa iluminação artificial.

Tripé, filtro e flash podem resolver problemas que parecem iguais

Uma fotografia em pouca luz pode levar a soluções completamente diferentes.

O prédio está imóvel e você quer uma exposição longa

Tripé pode resolver.

A pessoa está se movendo e precisa ficar nítida

Tripé não congela a pessoa. Talvez seja necessário preservar velocidade e trabalhar outras variáveis.

Você quer mudar a direção da iluminação da pessoa

Agora flash pode fazer diferença.

Mesma frase inicial:

“há pouca luz”.

Três problemas diferentes.

É por isso que comprar por categoria fotográfica costuma funcionar pior que comprar por diagnóstico.

Acessório e técnica também podem disputar a mesma solução

Imagine que reflexos no vidro estão atrapalhando.

Talvez você possa:

Mudar de posição

A geometria do reflexo muda.

Aproximar a câmera do vidro

Dependendo da situação, alguns reflexos podem ser reduzidos ou reorganizados.

Usar polarizador

Você modifica a luz refletida que chega à lente.

Três soluções.

Antes de comprar, teste aquilo que já consegue mudar gratuitamente.

O melhor acessório é desnecessário quando o problema já foi resolvido de outra maneira.

Não compre um acessório para descobrir depois o que ele faz

Essa lógica aparece especialmente nos filtros.

Você encontra um kit com:

  • CPL;
  • UV;
  • ND;
  • filtros coloridos;
  • difusão.

Parece uma oportunidade.

Mas se você não sabe qual fotografia exige cada peça, está comprando possibilidades que talvez nunca saiam da embalagem.

O processo mais seguro é o inverso:

1. Faça a fotografia.

2. Encontre uma limitação recorrente.

3. Teste soluções que você já possui.

4. Descubra qual acessório modifica justamente essa limitação.

5. Só então compare modelos.

Agora a especificação possui contexto.

O acessório mais barato pode sair caro quando falha na única coisa que deveria fazer

Isso vale especialmente para acessórios que entram fisicamente no processo de captura.

Um tripé instável falha em estabilizar.

Um filtro óptico ruim pode introduzir problemas que a cena não possuía.

Um flash inconsistente pode dificultar a repetição da iluminação.

Isso não significa que você precise comprar o modelo mais caro.

Significa:

a economia não pode eliminar a função que justificou a compra.

Compare qualidade pelo trabalho que o acessório precisa realizar.

Não pelo número de recursos impressos na caixa.

O que pode esperar?

Existem equipamentos excelentes que não precisam ser comprados cedo.

Por exemplo:

  • sistemas complexos de flash;
  • grandes conjuntos de filtros;
  • disparadores avançados;
  • trilhos macro;
  • acessórios de vídeo especializados;
  • sistemas sofisticados de suporte.

A pergunta é:

eu já faço uma fotografia que exige isso?

Se a resposta for não, esperar possui uma vantagem.

Quando o problema finalmente aparecer, você saberá muito melhor:

o que precisa comprar e por quê.

Antes de comprar, use este diagnóstico

Você percebe que…Pergunte primeiroAcessório que pode fazer sentido
A câmera se move durante vários segundosA técnica realmente exige esse tempo de exposição?Tripé
O clique movimenta a câmeraO temporizador já resolve?Controle remoto, se ainda houver necessidade
Não consegue ver através da água ou vidro por causa do reflexoMudar de posição resolve? O reflexo deve realmente desaparecer?CPL
Quer reduzir muito a velocidade sob luz forteISO e abertura já chegaram ao ponto que deseja manter?ND
Precisa ajustar rapidamente a densidade em vídeoQual é a faixa realmente necessária?ND variável
O céu está muito mais claro que outra região e quer resolver na capturaUm graduado combina com a geometria da cena?ND graduado
Luz lateral provoca flareMudar ligeiramente a posição já resolve?Parasol
Pessoa está mal iluminada mesmo com exposição suficienteO problema é quantidade ou direção da luz?Flash
Quer usar o mesmo filtro em várias lentesQuais são os diâmetros das roscas?Step-up rings

A tabela serve para uma coisa:

separar desejo de equipamento de necessidade fotográfica.

Complete esta frase antes de colocar o acessório no carrinho

Tente:

“Este acessório vai me permitir ______ numa situação em que atualmente eu não consigo porque ______.”

Por exemplo:

O tripé vai permitir manter a câmera estável durante exposições de vários segundos que hoje ficam borradas pela movimentação do conjunto.

Problema identificado.

O polarizador vai permitir controlar um reflexo em água que está impedindo enxergar a região submersa que desejo mostrar.

Problema identificado.

O ND vai permitir usar uma velocidade mais lenta sob luz forte sem superexpor a fotografia.

Problema identificado.

O flash vai permitir criar outra direção de luz num ambiente em que apenas aumentar ISO não resolve a iluminação do rosto.

Problema identificado.

Agora compare com:

Quero um tripé porque fotógrafo tem tripé.

Ainda não existe motivo.

Ou:

Quero um conjunto de filtros para minhas fotos ficarem melhores.

Também não.

Os melhores acessórios de fotografia são aqueles que mudam o que você quer fotografar quando o registro precisa dessa mudança

Tripé não melhora composição.

Polarizador não melhora automaticamente paisagem.

ND não deixa água bonita por definição.

Flash não melhora retrato apenas porque acrescentou luz.

Cada ferramenta modifica alguma condição da captura.

Essa mudança pode resolver o problema.

Também pode eliminar algo que estava funcionando.

Um polarizador pode remover um reflexo ruim ou destruir um reflexo ótimo.

Um flash pode corrigir a direção da luz ou apagar a atmosfera existente.

Um tripé pode permitir uma exposição impossível na mão ou apenas virar peso durante uma saída.

Por isso, não monte sua lista de acessórios pela quantidade de equipamentos que outros fotógrafos carregam.

Observe primeiro suas próprias fotografias.

Veja onde a câmera, a lente, a posição ou a luz disponível começaram a impor uma limitação.

Teste o que você já consegue mudar.

Depois escolha a ferramenta.

Um acessório só merece entrar no equipamento quando consegue resolver uma limitação que já apareceu na fotografia.

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